Dr. Guilherme Lima — Cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 38327. Formação em cirurgia ortognática na SO'S Klinika, com Simonas Grybauskas (Lituânia); Hospital Universitário de La Princesa (Madrid, Espanha).
Resposta direta: quanto custa a cirurgia ortognática?
Não existe um preço único. O valor de uma cirurgia ortognática no Rio de Janeiro depende do diagnóstico (Classe II, Classe III, assimetria), de quantos ossos serão operados, do hospital, dos materiais de fixação e das etapas de planejamento. Por isso, um orçamento responsável só pode ser feito depois da consulta e dos exames.
O Código de Ética Odontológica também orienta que procedimentos não sejam anunciados com preços. Este artigo explica como o custo é formado e o que o plano de saúde costuma cobrir, para você chegar à consulta já sabendo o que perguntar.
Entenda a cirurgia ortognáticaComo se calcula o custo de uma cirurgia ortognática
O custo total é a soma de partes independentes, cobradas por quem presta cada serviço: equipe cirúrgica e anestesiológica, hospital, materiais de fixação (OPME), exames e planejamento, e ortodontia.
Cada parte pode ter uma forma de pagamento diferente. O hospital e os materiais, por exemplo, podem ser cobertos pelo plano, enquanto os honorários da equipe escolhida podem ser particulares, com possibilidade de reembolso.
Honorários da equipe cirúrgica e anestesiológica
Incluem o cirurgião bucomaxilofacial responsável, o cirurgião auxiliar, o instrumentador e o médico anestesiologista. Normalmente englobam também as consultas de revisão do pós-operatório com o cirurgião.
O valor varia conforme o tempo e a complexidade da cirurgia, e conforme a equipe atue pela rede credenciada do plano ou de forma particular.
Despesas hospitalares, internação e materiais (OPME)
As despesas hospitalares incluem centro cirúrgico, equipamentos de monitorização, medicamentos usados durante a internação, equipe de enfermagem e diária. A cirurgia é feita sob anestesia geral, em hospital.
OPME significa Órteses, Próteses e Materiais Especiais. Na ortognática, são as placas e parafusos de titânio que fixam os ossos na nova posição. A quantidade depende do caso: cirurgias nos dois maxilares ou com segmentação da maxila usam mais material.
Exames, planejamento virtual 3D e preparo ortodôntico
Antes da cirurgia são feitos tomografia, escaneamento dos dentes, fotografias e exames pré-operatórios. Esses dados alimentam o planejamento virtual 3D, que simula os movimentos dos ossos no computador e permite imprimir guias usados durante a cirurgia. A simulação é uma estimativa do planejamento, não uma promessa de resultado.
O planejamento virtual tridimensional e a utilização de guias cirúrgicos personalizados podem integrar o planejamento da cirurgia ortognática, conforme a complexidade do caso e a técnica indicada.
Os custos relacionados a essas etapas devem ser esclarecidos previamente no orçamento individualizado, considerando os serviços contratados, a equipe responsável e a cobertura efetivamente autorizada pelo plano de saúde.
A eventual existência de despesas particulares será informada ao paciente antes do procedimento, sem presumir que todos os casos envolvam cobranças adicionais.
A ortodontia (aparelho ou alinhadores) prepara os dentes antes e finaliza o encaixe depois da cirurgia. Ela é conduzida pelo ortodontista do paciente e combinada diretamente com ele.
Diferenças de custo entre Classe II, Classe III, assimetrias e cirurgias combinadas
Cirurgias em apenas um maxilar costumam ser mais curtas do que as que envolvem maxila e mandíbula ao mesmo tempo. Mais tempo de sala e mais materiais aumentam o custo hospitalar.
No queixo retraído (Classe II), o avanço da mandíbula pode ser associado à mentoplastia. Na Classe III e nas assimetrias, é comum movimentar os dois maxilares, girar o plano da mordida ou dividir a maxila em segmentos, o que exige planejamento mais detalhado. Procedimentos associados, como mentoplastia ou cirurgia de ATM, também entram no orçamento.
Se o plano cobre a internação, por que ainda posso ter despesas?
Esta é a dúvida mais comum. A resposta está em separar o que é responsabilidade do plano hospitalar do que depende de escolhas do paciente ou de serviços fora da cobertura:
1. Equipe fora da rede credenciada: o plano paga os honorários de profissionais credenciados. Se você escolhe um cirurgião que não é da rede, os honorários são particulares, com possibilidade de reembolso quando o contrato prevê livre escolha.
2. Planejamento virtual 3D e guias: podem integrar o planejamento conforme a complexidade do caso e a técnica indicada. Os custos devem ser esclarecidos previamente no orçamento, considerando os serviços contratados, a equipe responsável e a cobertura efetivamente autorizada. Não se presume cobrança adicional em todos os casos.
3. Ortodontia: é tratamento de consultório, sem cobertura do plano médico-hospitalar.
4. Exames em clínica não credenciada: alguns exames específicos para o planejamento podem ser particulares, se o local não for conveniado.
5. Acomodação: se o contrato prevê enfermaria e você opta por apartamento, a diferença é cobrada pelo hospital.
Cobertura pelo plano de saúde: o que diz a ANS
A cobertura mínima dos planos é definida pelo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, regulamentado pela Resolução Normativa nº 465/2021 e suas atualizações. Os procedimentos cirúrgicos para correção de deformidades da face e dos maxilares fazem parte do Rol. Nem todo procedimento do Rol depende de uma Diretriz de Utilização (DUT) específica; o que se exige é a indicação clínica fundamentada pelo profissional assistente.
O que define a cobertura é a segmentação do seu contrato. Segundo a ANS, o plano exclusivamente odontológico cobre procedimentos de consultório e não cobre internação. O plano com segmentação hospitalar cobre a internação, o centro cirúrgico, os medicamentos e os materiais ligados ao ato cirúrgico, inclusive quando o procedimento bucomaxilofacial precisa ser feito em hospital.
Na prática, a operadora analisa um pedido com laudo do cirurgião, exames de imagem e documentação da alteração funcional, como problemas de mordida, mastigação, respiração ou apneia confirmada por polissonografia. A autorização depende dessa análise e dos prazos previstos pela ANS. Não há garantia universal de cobertura: cada contrato e cada caso precisam ser verificados.
Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), página oficial sobre cobertura assistencial e segmentação dos planos (gov.br/ans).
Autorização hospitalar, honorários particulares e reembolso
Um formato frequente é: o plano autoriza hospital, internação e materiais, e os honorários da equipe escolhida são contratados de forma particular. Esse formato depende da autorização prévia da operadora.
Se o seu contrato tem reembolso por livre escolha, você pode pedir à operadora o ressarcimento dos honorários pagos, dentro dos limites da tabela do contrato. A equipe fornece recibos, notas e relatórios para o pedido. O valor reembolsado varia de plano para plano; vale consultar a operadora antes.
Como obter um orçamento individualizado no Rio de Janeiro
O primeiro passo é a consulta com o cirurgião bucomaxilofacial, que avalia a face, a mordida, a respiração e suas queixas. Com os exames, a equipe define o tipo de cirurgia, o hospital, os materiais e explica quais partes podem ser cobertas pelo seu plano e quais seriam particulares.
O Dr. Guilherme Machado Alvares de Lima (CRO-RJ 38327) atende na Av. das Américas, 2901, sala 504, Barra da Tijuca. Este artigo explica a composição dos custos e as dúvidas frequentes. Para saber como funciona a avaliação, o atendimento, os convênios e o agendamento, consulte a página Valor, preço e convênio da cirurgia ortognática.
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