Ronco · Apneia do Sono

Ronco e apneia do sono têm tratamento

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é o bloqueio parcial ou total da via aérea durante o sono, causando pausas respiratórias. O tratamento vai de aparelho intraoral e CPAP a cirurgia ortognática, dependendo da gravidade e da causa anatômica — sempre definido após diagnóstico por polissonografia.

Formação em Medicina do Sono

Formação em Medicina do Sono com curso de Capacitação em Odontologia do Sono no ISono — EPM/UNIFESP e Curso de Medicina do Sono no ISono — EPM/UNIFESP. Pós-graduado em Tratamento do Ronco no Instituto do Hospital Israelita Albert Einstein e Observership em Cirurgias do Sono na Sleep Surgery Clinic na University of Stanford (Estados Unidos).

Muito além do barulho

Ronco e apneia não são só uma questão de incômodo para quem dorme ao lado. Cada pausa respiratória durante a noite é um pequeno alerta ao corpo — o coração acelera, a pressão sobe e o sono profundo é interrompido antes de reparar. Tratar o ronco é, antes de tudo, cuidar do coração, do cérebro e da disposição para viver o dia.

Coração protegido

Reduz a sobrecarga associada a hipertensão, arritmias e eventos cardiovasculares.

Disposição de volta

Sono reparador, menos sonolência ao volante e mais energia ao longo do dia.

Foco e memória

Melhora da concentração, do humor e da qualidade das relações do dia a dia.

O que é

Bloqueio da via aérea durante o sono por relaxamento excessivo da musculatura da garganta, muitas vezes associado a alterações anatômicas dos maxilares.

Comparação anatômica da via aérea superior: sono normal com passagem livre, ronco com estreitamento e vibração, e apneia com obstrução completa
Sono normal, ronco e apneia: como a via aérea se comporta em cada situação.

Sintomas

  • Ronco alto e frequente
  • Pausas respiratórias notadas por quem dorme ao lado
  • Acordar sufocado
  • Sono não reparador
  • Dor de cabeça matinal
  • Sonolência diurna

Quando a cirurgia é indicada

Em pacientes com alteração anatômica dos maxilares associada à apneia (por exemplo, retrognatia), ou em quem não consegue se adaptar ao CPAP.

Como tratamos, com cuidado e no seu tempo

Não existe um tratamento único para todo mundo. Depois do diagnóstico, conversamos sobre o caminho que faz mais sentido para o seu caso, respeitando sua rotina, o quanto você tolera o CPAP e a sua anatomia.

Polissonografia

Exame que registra o seu sono e classifica a gravidade da apneia pelo IAH. Todo tratamento começa por aqui.

Paciente durante exame de polissonografia com sensores
Polissonografia — registro do sono para diagnóstico e classificação da gravidade.
CPAP

Máscara que mantém a via aérea aberta durante o sono. Muito eficaz — o desafio é a adaptação, que acompanhamos de perto.

Paciente utilizando máscara de CPAP durante o sono
CPAP — pressão positiva contínua na via aérea.
Aparelho intraoral de avanço mandibular

Uma alternativa discreta e confortável para casos leves a moderados, ou para quem não se adaptou ao CPAP. Feito sob medida, projeta a mandíbula para frente durante o sono e libera a passagem do ar — cabe na mala, não faz barulho e não depende de tomada.

Aparelho intraoral tipo PM instalado — vistas frontal e laterais
Aparelho tipo PM — avanço mandibular por hastes reguláveis.
Aparelho intraoral tipo Somnodent e esquema de liberação da via aérea
Aparelho tipo Somnodent — placas superior e inferior que reposicionam a mandíbula.
Cirurgia do sono e cirurgia ortognática

Quando a apneia é moderada a grave e há uma alteração anatômica dos maxilares por trás (por exemplo, um queixo pequeno), reposicionar maxila e mandíbula amplia a via aérea de forma duradoura na maioria dos casos. É uma cirurgia planejada em 3D, feita sem cicatriz externa, e pode transformar tanto o sono quanto o rosto e a respiração.

Ilustração comparativa: antes e depois da cirurgia ortognática mostrando ampliação do espaço aéreo faríngeo
O avanço das arcadas amplia o espaço aéreo faríngeo e melhora os distúrbios respiratórios do sono.
Reconstrução 3D e mapa de calor mostrando ganho de área da via aérea superior após avanço maxilomandibular
Planejamento 3D: ganho mensurável de área da via aérea superior após o avanço.

Riscos de não tratar

Maior risco de hipertensão, problemas cardiovasculares, AVC e alterações metabólicas.

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Perguntas frequentes

A cirurgia resolve a apneia?
Altera a anatomia da via aérea de forma duradoura na maioria dos casos, com melhora significativa dos índices de apneia. O acompanhamento continua importante depois.
Preciso de polissonografia antes?
Sim. É o exame padrão para confirmar diagnóstico e definir a gravidade.
Dá para tratar sem cirurgia?
Sim, em muitos casos. Aparelho intraoral e CPAP são eficazes em quadros leves a moderados.
Em resumo

Apneia do sono tem tratamento — de aparelho e CPAP a cirurgia ortognática, dependendo da gravidade e da causa. O diagnóstico por polissonografia direciona a escolha certa.

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