Cirurgia Ortognática

Casos de cirurgia ortognática: Classe II, Classe III e assimetria

Três padrões esqueléticos diferentes, descritos do diagnóstico ao pós-operatório: o que foi identificado, qual era o problema funcional, como foi planejado em 3D, o que foi feito na cirurgia, como foi a recuperação e quais são as limitações de cada situação.

Aviso ético: o conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa, em conformidade com o Código de Ética Odontológica (CFO). As imagens são publicadas com consentimento por escrito dos pacientes, não têm caráter promocional, não configuram promessa ou garantia de resultado e não substituem consulta presencial. Resultados variam de pessoa para pessoa.

Caso 1 — Classe II (retrognatismo mandibular)

Registro fotográfico pré e pós-operatório de paciente adulto tratado por cirurgia ortognática de Classe II
Antes e depois
Diagnóstico

Paciente adulto com mandíbula posicionada posteriormente em relação à maxila (Classe II esquelética), sobressaliência aumentada, mento pouco projetado e ângulo cervicomentoniano pouco definido. Avaliação com documentação ortodôntica completa, telerradiografia de perfil, tomografia de feixe cônico (TCFC) e análise da via aérea superior.

Problema funcional

Dificuldade de incisão dos alimentos, sobrecarga da musculatura mastigatória, selamento labial forçado e queixas de ronco com sono não reparador — investigadas com polissonografia antes da decisão cirúrgica.

Planejamento

Preparo ortodôntico prévio para descompensação dos arcos, seguido de planejamento virtual 3D com simulação do avanço mandibular, do nivelamento do plano oclusal e do efeito sobre o espaço aéreo posterior. Guias cirúrgicos confeccionados a partir do planejamento digital.

Cirurgia

Osteotomia sagital bilateral da mandíbula para avanço, com fixação interna rígida por placas e parafusos de titânio, associada a mentoplastia de avanço quando indicada pelo planejamento. Acesso integralmente intraoral, sem cicatrizes externas, em ambiente hospitalar sob anestesia geral.

Pós-operatório

Internação curta, dieta líquida/pastosa progressiva, controle de edema com crioterapia e drenagem linfática, fisioterapia de abertura bucal e retorno gradual às atividades. Consultas de controle em 7, 15, 30, 90 e 180 dias, com finalização ortodôntica ao longo dos meses seguintes.

Resultado

Oclusão estabilizada em Classe I, melhora do selamento labial e da projeção do terço inferior. Nos casos com apneia comprovada, a reavaliação com nova polissonografia documenta a resposta respiratória.

Limitações

Resultado individual e não transferível: depende de padrão esquelético, idade, qualidade óssea, resposta biológica, adesão ortodôntica e hábitos do paciente. Alterações de sensibilidade no lábio inferior e no mento são frequentes no pós-operatório e costumam regredir ao longo dos meses, mas podem persistir em parte dos casos.

Consentimento

Imagens e informações publicadas mediante termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelo paciente, com finalidade educativa e sem identificação de dados pessoais. O consentimento pode ser revogado a qualquer momento.

Aviso ético

Caso ilustrativo, sem garantia de reprodução do mesmo resultado em outros pacientes. A indicação cirúrgica só é definida após avaliação clínica e exames de imagem individuais.

Caso 2 — Classe III (prognatismo / deficiência de maxila)

Registro fotográfico pré e pós-operatório de paciente tratado por cirurgia ortognática de Classe III
Antes e depois
Diagnóstico

Paciente com mordida cruzada anterior, maxila deficiente no sentido anteroposterior e mandíbula proeminente (Classe III esquelética). Documentação com telerradiografia, TCFC e análise facial em repouso e sorriso.

Problema funcional

Mastigação ineficiente por ausência de contato anterior adequado, desgaste dentário irregular, alterações de fonação e desconforto muscular associado à adaptação da mordida.

Planejamento

Descompensação ortodôntica seguida de planejamento virtual 3D em cirurgia bimaxilar: avanço de maxila em Le Fort I combinado a ajuste de posição mandibular, com controle da inclinação do plano oclusal e do suporte do terço médio.

Cirurgia

Osteotomia Le Fort I para avanço maxilar associada a osteotomia sagital bilateral mandibular, com fixação interna rígida. Acesso intraoral, sob anestesia geral, com uso dos guias derivados do planejamento digital.

Pós-operatório

Mesmo protocolo de recuperação: controle de edema nas primeiras duas semanas, dieta adaptada, higiene oral orientada, elásticos de guia oclusal conforme prescrição e fisioterapia. Retorno ao trabalho geralmente entre a segunda e a quarta semana, conforme a atividade.

Resultado

Correção da mordida cruzada anterior, melhora do contato dentário funcional e maior equilíbrio entre terço médio e terço inferior da face.

Limitações

Casos de Classe III podem exigir cirurgia bimaxilar, procedimentos complementares (mentoplastia, rinoplastia funcional) e tempo ortodôntico maior. Pacientes ainda em crescimento podem apresentar recidiva e demandam acompanhamento antes de qualquer indicação cirúrgica.

Consentimento

Imagens e informações publicadas mediante termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelo paciente, com finalidade educativa e sem identificação de dados pessoais. O consentimento pode ser revogado a qualquer momento.

Aviso ético

Caso ilustrativo, sem garantia de reprodução do mesmo resultado em outros pacientes. A indicação cirúrgica só é definida após avaliação clínica e exames de imagem individuais.

Caso 3 — Assimetria facial esquelética

Registro fotográfico pré e pós-operatório de paciente tratada por cirurgia ortognática para correção de assimetria facial
Antes e depois
Diagnóstico

Desvio do mento em relação à linha média facial, inclinação do plano oclusal (cant maxilar) e diferença de contorno entre os lados da mandíbula. Investigação com TCFC, sobreposições cefalométricas e, quando indicado, cintilografia óssea para avaliar atividade de crescimento condilar.

Problema funcional

Mastigação predominante de um dos lados, contatos oclusais desiguais, sobrecarga da articulação temporomandibular e queixas de dor ou estalido em parte dos casos.

Planejamento

Planejamento virtual 3D com espelhamento do lado não afetado, definição do nivelamento do plano oclusal, correção do desvio mandibular e, se necessário, mentoplastia de centralização. Guias cirúrgicos individualizados para reproduzir a movimentação planejada.

Cirurgia

Cirurgia bimaxilar com nivelamento maxilar em Le Fort I e osteotomia sagital assimétrica da mandíbula, com fixação interna rígida; em casos selecionados, associa-se ajuste do contorno mandibular.

Pós-operatório

Acompanhamento com controle de edema — que costuma se distribuir de forma desigual nas primeiras semanas —, fisioterapia, elásticos direcionados e reavaliação radiográfica. A percepção do resultado simétrico é progressiva ao longo de 6 a 12 meses.

Resultado

Centralização do mento, nivelamento do sorriso e maior equilíbrio entre os lados da face, com oclusão funcional estabilizada.

Limitações

Simetria absoluta não é um objetivo biológico realista: toda face humana é assimétrica em algum grau. Assimetrias com crescimento condilar ativo (hiperplasia) podem exigir tratamento articular prévio e apresentam risco de recidiva.

Consentimento

Imagens e informações publicadas mediante termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelo paciente, com finalidade educativa e sem identificação de dados pessoais. O consentimento pode ser revogado a qualquer momento.

Aviso ético

Caso ilustrativo, sem garantia de reprodução do mesmo resultado em outros pacientes. A indicação cirúrgica só é definida após avaliação clínica e exames de imagem individuais.

O que os três casos têm em comum

Independentemente do padrão esquelético, o percurso é o mesmo: documentação completa, planejamento virtual 3D antes de qualquer decisão, cirurgia por acesso intraoral com fixação interna rígida e acompanhamento pós-operatório estruturado em consultas de controle. A ortodontia acompanha antes e depois da cirurgia, e o resultado é avaliado em conjunto — função mastigatória, respiração e equilíbrio facial.

Perguntas frequentes

Estes casos garantem que eu terei o mesmo resultado?
Não. Cada caso é único e depende do padrão esquelético, da idade, da resposta biológica individual, do preparo ortodôntico e da adesão ao pós-operatório. As imagens têm finalidade educativa e informativa, não constituindo promessa de resultado.
Como sei se meu caso é Classe II, Classe III ou assimetria?
O diagnóstico é clínico e por imagem: exame facial e oclusal, telerradiografia de perfil, tomografia de feixe cônico e documentação fotográfica. A classificação orienta o planejamento, mas o plano cirúrgico é sempre individualizado.
Preciso usar aparelho antes e depois da cirurgia?
Na maioria dos casos, sim. O preparo ortodôntico alinha os arcos e permite que a mordida encaixe na nova posição óssea, e a fase pós-operatória finaliza os detalhes oclusais. Alguns protocolos permitem iniciar pela cirurgia, o que é definido em conjunto com o ortodontista.
Quanto tempo dura a recuperação?
O edema mais intenso ocorre nas duas primeiras semanas e o retorno às atividades habituais costuma acontecer entre a segunda e a quarta semana. A consolidação óssea e a estabilização do resultado seguem ao longo de 6 a 12 meses.
As fotos são de pacientes reais?
Sim. Todas as imagens são publicadas mediante autorização por escrito dos pacientes, com finalidade exclusivamente educativa, e podem ser removidas a qualquer momento a pedido do titular.
Em resumo

Classe II, Classe III e assimetria facial exigem planejamentos distintos, mas seguem o mesmo método: diagnóstico por imagem, simulação virtual 3D, cirurgia com fixação interna rígida e pós-operatório acompanhado. Os casos apresentados são educativos e não representam garantia de resultado.

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