Cirurgia ortognática antes e depois: casos de Classe II, Classe III e assimetria
Três padrões esqueléticos diferentes, descritos do diagnóstico ao pós-operatório: o que foi identificado, qual era o problema funcional, como foi planejado em 3D, o que foi feito na cirurgia, como foi a recuperação e quais são as limitações de cada situação.
Caso 1 — Prognatismo mandibular associado a deficiência de maxila (Classe III esquelética)

Paciente adulto com mandíbula proeminente e maxila deficiente no sentido anteroposterior, configurando Classe III esquelética, com mordida cruzada anterior e terço médio pouco projetado. Documentação ortodôntica completa, telerradiografia de perfil, tomografia de feixe cônico (TCFC) e análise facial em repouso e sorriso.
Mastigação ineficiente pela ausência de contato anterior adequado, desgaste dentário irregular, alterações de fonação e sobrecarga da musculatura mastigatória.
Descompensação ortodôntica prévia seguida de planejamento virtual 3D bimaxilar: avanço de maxila em Le Fort I combinado ao reposicionamento mandibular, com controle da inclinação do plano oclusal e do suporte do terço médio. Guias cirúrgicos confeccionados a partir do planejamento digital.
Osteotomia Le Fort I para avanço maxilar associada a osteotomia sagital bilateral da mandíbula, com fixação interna rígida por placas e parafusos de titânio. Acesso integralmente intraoral, em ambiente hospitalar sob anestesia geral.
Internação curta, dieta líquida/pastosa progressiva, controle de edema nas primeiras duas semanas, higiene oral orientada, elásticos de guia oclusal conforme prescrição e fisioterapia de abertura bucal. Controles em 7, 15, 30, 90 e 180 dias, com finalização ortodôntica nos meses seguintes.
Correção da mordida cruzada anterior, contato dentário funcional estabilizado e maior equilíbrio entre terço médio e terço inferior da face.
Resultado individual e não transferível: depende do padrão esquelético, da idade, da qualidade óssea, da resposta biológica e da adesão ortodôntica. Casos de Classe III podem exigir procedimentos complementares e tempo ortodôntico maior; pacientes ainda em crescimento podem apresentar recidiva.
Imagens e informações publicadas mediante termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelo paciente, com finalidade educativa e sem identificação de dados pessoais. O consentimento pode ser revogado a qualquer momento.
Caso ilustrativo, sem garantia de reprodução do mesmo resultado em outros pacientes. A indicação cirúrgica só é definida após avaliação clínica e exames de imagem individuais.
Caso 2 — Sorriso gengival por excesso vertical de maxila

Paciente com exposição gengival acentuada ao sorrir, decorrente de excesso vertical da maxila, associado a dificuldade de selamento labial em repouso. Avaliação com análise facial, fotografias padronizadas, telerradiografia de perfil e tomografia de feixe cônico.
Selamento labial forçado, ressecamento da mucosa, respiração predominantemente bucal em parte dos casos e desconforto muscular perioral.
Preparo ortodôntico seguido de planejamento virtual 3D com simulação da impactação maxilar, definição da exposição dentária em repouso e no sorriso e controle do autorrotação mandibular resultante. Guias cirúrgicos individualizados.
Osteotomia Le Fort I com impactação da maxila e fixação interna rígida; conforme o planejamento, associa-se ajuste mandibular e/ou mentoplastia para harmonizar o terço inferior. Acesso intraoral, sob anestesia geral.
Controle de edema com crioterapia e drenagem linfática, dieta adaptada, higiene oral orientada e fisioterapia. Retorno às atividades habituais geralmente entre a segunda e a quarta semana, conforme a ocupação.
Redução da exposição gengival ao sorrir, selamento labial mais passivo e maior harmonia entre lábios, dentes e gengiva.
A exposição gengival também sofre influência da altura do lábio superior, da hiperatividade muscular e do contorno gengival — fatores que podem exigir abordagens complementares. O resultado é individual e definido após avaliação presencial e exames de imagem.
Imagens e informações publicadas mediante termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelo paciente, com finalidade educativa e sem identificação de dados pessoais. O consentimento pode ser revogado a qualquer momento.
Caso ilustrativo, sem garantia de reprodução do mesmo resultado em outros pacientes. A indicação cirúrgica só é definida após avaliação clínica e exames de imagem individuais.
Caso 3 — Retrognatismo mandibular associado a redução do terço inferior da face

Paciente com mandíbula posicionada posteriormente em relação à maxila, sobressaliência aumentada, mento pouco projetado, ângulo cervicomentoniano pouco definido e altura reduzida do terço inferior da face. Documentação com telerradiografia, TCFC e análise da via aérea superior.
Dificuldade de incisão dos alimentos, sobrecarga da musculatura mastigatória, selamento labial forçado e queixas de ronco com sono não reparador — investigadas com polissonografia antes de qualquer decisão cirúrgica.
Descompensação ortodôntica prévia e planejamento virtual 3D com simulação do avanço mandibular, do ajuste da altura do terço inferior, do nivelamento do plano oclusal e do efeito sobre o espaço aéreo posterior.
Osteotomia sagital bilateral da mandíbula para avanço, com fixação interna rígida, associada a mentoplastia quando indicada pelo planejamento. Acesso intraoral, sem cicatrizes externas, sob anestesia geral.
Dieta progressiva, controle de edema, fisioterapia de abertura bucal, elásticos conforme prescrição e consultas de controle seriadas, com finalização ortodôntica ao longo dos meses seguintes.
Oclusão estabilizada em Classe I, melhora do selamento labial e maior definição do contorno do terço inferior e da linha cervicomentoniana. Nos casos com apneia comprovada, a resposta respiratória é reavaliada com nova polissonografia.
Alterações de sensibilidade no lábio inferior e no mento são frequentes no pós-operatório e costumam regredir ao longo dos meses, podendo persistir em parte dos casos. O resultado depende de fatores individuais e não é transferível entre pacientes.
Imagens e informações publicadas mediante termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelo paciente, com finalidade educativa e sem identificação de dados pessoais. O consentimento pode ser revogado a qualquer momento.
Caso ilustrativo, sem garantia de reprodução do mesmo resultado em outros pacientes. A indicação cirúrgica só é definida após avaliação clínica e exames de imagem individuais.
O que os três casos têm em comum
Independentemente do padrão esquelético, o percurso é o mesmo: documentação completa, planejamento virtual 3D antes de qualquer decisão, cirurgia por acesso intraoral com fixação interna rígida e acompanhamento pós-operatório estruturado em consultas de controle. A ortodontia acompanha antes e depois da cirurgia, e o resultado é avaliado em conjunto — função mastigatória, respiração e equilíbrio facial.
Perguntas frequentes
Estes casos garantem que eu terei o mesmo resultado?
Como sei se meu caso é Classe II, Classe III ou assimetria?
Preciso usar aparelho antes e depois da cirurgia?
Quanto tempo dura a recuperação?
As fotos são de pacientes reais?
Classe II, Classe III e assimetria facial exigem planejamentos distintos, mas seguem o mesmo método: diagnóstico por imagem, simulação virtual 3D, cirurgia com fixação interna rígida e pós-operatório acompanhado. Os casos apresentados são educativos e não representam garantia de resultado.