Dr. Guilherme Lima — Cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 38327. Formação em cirurgia ortognática na SO'S Klinika, com Simonas Grybauskas (Lituânia); Hospital Universitário de La Princesa (Madrid, Espanha).
Por que o CPAP às vezes não é suficiente?
O CPAP é altamente eficaz quando usado corretamente, mas parte dos pacientes não se adapta: desconforto com a máscara, sensação de claustrofobia, ressecamento ou simplesmente dificuldade de manter o uso todas as noites. Quando a adesão fica comprometida, o tratamento perde eficácia mesmo sendo, em teoria, adequado.
Nesses casos, em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, avaliamos se existe um componente anatômico — maxila ou mandíbula retruídas — que justifique uma abordagem cirúrgica.
Como a cirurgia ortognática atua na apneia?
O avanço maxilomandibular reposiciona maxila e mandíbula para frente, ampliando de forma estrutural o espaço da via aérea superior. Diferente do aparelho intraoral ou do CPAP, que atuam apenas durante o uso, a mudança estrutural permanece após a recuperação.
É indicada principalmente em apneia moderada a grave com componente esquelético identificado na avaliação — não é a primeira escolha para todo paciente com apneia.
Como saber se essa é a opção certa?
A decisão depende de polissonografia, avaliação da anatomia facial e das vias aéreas, e da experiência prévia com CPAP e aparelho intraoral. Muitos pacientes chegam à cirurgia depois de tentar outras opções sem sucesso; outros já têm indicação clara desde a primeira avaliação.
O acompanhamento multidisciplinar, com nova polissonografia após a recuperação, confirma o resultado funcional do procedimento.
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