Dr. Guilherme Lima — Cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 38327. Formação em cirurgia ortognática na SO'S Klinika, com Simonas Grybauskas (Lituânia); Hospital Universitário de La Princesa (Madrid, Espanha).
O nariz muda, mas não é o foco da cirurgia
A cirurgia ortognática atua nos ossos da maxila e da mandíbula, não na estrutura cartilaginosa do nariz. Ainda assim, como a base do nariz (a asa nasal e o ângulo nasolabial) se apoia sobre a maxila, um avanço maxilar pode alargar levemente a base nasal, e um recuo pode estreitá-la.
Essas mudanças costumam ser sutis e proporcionais ao restante do rosto — o planejamento virtual 3D permite prever esse efeito antes da cirurgia, não depois.
Quando o planejamento leva o nariz em conta
Em pacientes com queixas estéticas nasais associadas, é possível discutir, durante a avaliação, se faz sentido combinar a ortognática com uma rinoplastia em outro momento — nunca na mesma cirurgia, por questões de segurança e cicatrização.
O planejamento virtual 3D simula o resultado facial completo, incluindo a projeção da mudança na base nasal, para que a expectativa esteja alinhada antes de operar.
O que realmente melhora com frequência
Pacientes com deficiência maxilar (retrognatismo) costumam notar melhora na projeção do terço médio da face e da respiração nasal, já que o avanço maxilar amplia o espaço da via aérea superior — um benefício funcional, não apenas estético.
Já em recuos mandibulares ou maxilares (classe III), a mudança visual tende a ser mais discreta na região nasal e mais evidente no perfil do queixo e da mandíbula.
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