Sorriso gengival de origem esquelética: avaliação e tratamento
O sorriso gengival pode ter causas dentárias, gengivais, musculares ou esqueléticas. Quando existe crescimento vertical excessivo da maxila, a avaliação ortodôntico-cirúrgica ajuda a definir se a cirurgia ortognática pode fazer parte do tratamento.
- Dr. Guilherme Lima · CRO-RJ 38327
- Cirurgião Bucomaxilofacial
- Planejamento virtual 3D
- Barra da Tijuca · Rio de Janeiro
- Mais de 800 avaliações 5 estrelas no Doctoralia
O que é o sorriso gengival
Chamamos de sorriso gengival a exposição considerada excessiva da gengiva acima dos dentes superiores ao sorrir — em geral, acima de 3 a 4 mm de tecido gengival visível. É uma característica frequente e, em muitos casos, não representa doença: a decisão de tratar parte da queixa do paciente e da avaliação clínica.
O ponto central é identificar a origem. Estruturas diferentes produzem um sinal parecido, e o tratamento adequado depende diretamente dessa distinção.
Causas: gengival, dentária, muscular e esquelética
Excesso de tecido gengival ou erupção passiva alterada, em que a gengiva cobre parte da coroa dos dentes.
Dentes com altura de coroa reduzida ou posicionamento que aumenta a exposição gengival ao sorrir.
Lábio superior hiperativo ou curto, que se eleva além do habitual durante o sorriso.
Excesso vertical da maxila: o crescimento vertical excessivo do osso leva dentes e gengiva para baixo.
É comum que mais de um fator coexista no mesmo paciente, o que reforça a necessidade de um diagnóstico diferencial cuidadoso antes de qualquer indicação.
Quer entender se o seu caso pode ter componente esquelético?
Solicitar avaliação pelo WhatsAppQuando a cirurgia pode ser indicada
A cirurgia ortognática entra na discussão quando a avaliação indica que a principal causa é o excesso vertical da maxila, geralmente com exposição gengival ampla e contínua, face alongada, dificuldade de vedamento labial em repouso e, com frequência, alterações de mordida associadas — como mordida aberta ou padrão Classe II. Também existe a Classe III com componente vertical, avaliada caso a caso.
Casos dentários, gengivais, musculares ou limítrofes podem ter outras possibilidades de condução. A indicação nunca é definida apenas pela aparência do sorriso.
- Exposição gengival ampla e contínua ao sorrir, geralmente acima de 4 a 5 mm.
- Excesso vertical da maxila confirmado por análise cefalométrica e exame de imagem.
- Face alongada com dificuldade de manter os lábios fechados em repouso.
- Alterações de mordida associadas, como mordida aberta ou padrão Classe II.
- Boa saúde geral e expectativas alinhadas após a avaliação ortodôntico-cirúrgica.
Botox, gengivoplastia e cirurgia ortognática: diferenças
Atua na musculatura elevadora do lábio, com efeito temporário. Não altera osso nem gengiva.
Remodela o contorno gengival. Indicada quando a exposição vem do tecido gengival ou da erupção passiva alterada.
Reposiciona a maxila (osteotomia Le Fort I com impactação) quando a causa é esquelética.
Avaliação clínica, ortodôntica e por imagem
- Exame do sorriso em repouso, em fala e em sorriso amplo.
- Medida da exposição gengival e da altura do terço inferior da face.
- Registro fotográfico padronizado e documentação ortodôntica.
- Análise cefalométrica e tomografia, quando indicadas.
- Discussão conjunta com o ortodontista responsável pelo caso.
Planejamento 3D e reposicionamento maxilar
Quando a cirurgia é indicada, os movimentos são definidos em planejamento virtual 3D, a partir de tomografia e do escaneamento das arcadas. A técnica habitual é a osteotomia Le Fort I com impactação da maxila, associada ou não à osteotomia mandibular, conforme o diagnóstico.
O planejamento considera o sorriso em repouso e em função, para evitar tanto a correção insuficiente quanto a exposição dentária inadequada.
Quer conhecer as etapas da avaliação e do planejamento?
Solicitar avaliação pelo WhatsAppCaso clínico: sorriso gengival com componente esquelético
Paciente com exposição gengival acentuada ao sorrir, associada ao excesso vertical da maxila, tratada com cirurgia ortognática combinada ao tratamento ortodôntico. As imagens abaixo documentam as fases inicial e após o tratamento, em vista frontal e de perfil.

Riscos, recuperação e resultados esperados
Como todo procedimento cirúrgico, a cirurgia ortognática envolve riscos, como edema, sangramento, infecção, alteração transitória de sensibilidade do lábio inferior e da região operada, e a possibilidade de ajustes adicionais. Esses pontos são discutidos individualmente na consulta, com base no planejamento e no histórico de cada paciente.
O pós-operatório envolve edema mais evidente nos primeiros dias, com redução progressiva, dieta adaptada e retornos programados. O retorno às atividades varia conforme o caso e a orientação individual. Detalhes em pós-operatório semana a semana.
Os resultados dependem do diagnóstico, do planejamento, da resposta biológica de cada paciente e do acompanhamento ortodôntico. Não existe garantia de resultado, e a evolução é individual. Casos documentados podem ser vistos em casos clínicos, e informações sobre custos e cobertura em valor, convênio e formas de atendimento.
Perguntas frequentes
Todo sorriso gengival precisa de cirurgia?
Como saber se a causa é esquelética?
Botox resolve sorriso gengival esquelético?
Qual a diferença entre gengivoplastia e cirurgia ortognática?
Excesso vertical da maxila pode afetar a mordida?
O convênio pode cobrir a cirurgia?
Preciso de aparelho ortodôntico?
Onde é realizada a avaliação?
O sorriso gengival pode ter origem gengival, dentária, muscular ou esquelética. Quando a avaliação identifica excesso vertical da maxila, a cirurgia ortognática com osteotomia Le Fort I e impactação maxilar pode ser indicada, sempre após diagnóstico individual conduzido pelo Dr. Guilherme Lima, cirurgião bucomaxilofacial na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
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