Ronco e Apneia do Sono

Aparelho para ronco e apneia do sono: o que você precisa saber

O aparelho intraoral trata ronco e apneia leve a moderada avançando a mandíbula durante o sono para manter a via aérea aberta.

Publicado em 10/03/2024Revisado em 15/01/2026
Autor e revisor

Dr. Guilherme Lima — Cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 38327. Formação em Medicina do Sono pelo ISono–EPM/UNIFESP; Pós-graduado em Tratamento do Ronco pelo Instituto do Hospital Israelita Albert Einstein.

Como funciona o aparelho para ronco e apneia do sono?

O aparelho intraoral (também chamado de dispositivo de avanço mandibular) reposiciona a mandíbula levemente para a frente durante o sono. Esse avanço traciona a base da língua e amplia o espaço da via aérea superior, reduzindo ronco e episódios de apneia.

É indicado principalmente para casos leves a moderados de apneia obstrutiva do sono e para pacientes com ronco primário. Em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o dispositivo é confeccionado de forma individualizada após avaliação da mordida, da ATM e das vias aéreas.

Quando o aparelho é indicado?

A indicação depende da polissonografia, exame que confirma o diagnóstico e classifica a gravidade da apneia. Sem esse exame, não é possível saber se o dispositivo intraoral é a melhor escolha.

O aparelho não é recomendado em apneia grave sem avaliação combinada, obesidade extrema, dentição insuficiente ou disfunção de ATM não controlada. Nesses casos, CPAP ou cirurgia podem ser mais adequados.

Como é o acompanhamento após a instalação?

Depois da entrega, o paciente retorna ao consultório para ajustes finos de avanço. Cada milímetro faz diferença no conforto e na eficácia. Após o período de titulação, uma nova polissonografia (com o aparelho em uso) confirma o resultado clínico.

Efeitos colaterais possíveis incluem desconforto temporário na ATM, salivação alterada ou pequenas mudanças na mordida — todos gerenciáveis com ajuste do dispositivo e acompanhamento próximo.

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Perguntas frequentes

O aparelho intraoral substitui o CPAP?
Em casos leves a moderados, sim. Em apneia grave, geralmente o CPAP continua sendo primeira escolha, mas o aparelho pode ser alternativa quando há intolerância.
Preciso de polissonografia antes?
Sim. O exame confirma o diagnóstico, define a gravidade e orienta a escolha do tratamento.
Existem efeitos colaterais?
Podem ocorrer desconforto na ATM, salivação alterada e pequenas mudanças de mordida. A maioria é corrigida com ajustes.
Em resumo

O aparelho intraoral trata ronco e apneia leve a moderada avançando a mandíbula durante o sono para manter a via aérea aberta.

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Conteúdo escrito e revisado por Dr. Guilherme Lima, cirurgião bucomaxilofacial (CRO-RJ 38327), Barra da Tijuca — Rio de Janeiro.

Este material tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta presencial. Diagnóstico, indicação e conduta dependem de avaliação clínica individualizada; respostas ao tratamento variam de pessoa para pessoa.