Dr. Guilherme Lima — Cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 38327. Formação em Medicina do Sono pelo ISono–EPM/UNIFESP; Pós-graduado em Tratamento do Ronco pelo Instituto do Hospital Israelita Albert Einstein.
Como funciona o aparelho para ronco e apneia do sono?
O aparelho intraoral (também chamado de dispositivo de avanço mandibular) reposiciona a mandíbula levemente para a frente durante o sono. Esse avanço traciona a base da língua e amplia o espaço da via aérea superior, reduzindo ronco e episódios de apneia.
É indicado principalmente para casos leves a moderados de apneia obstrutiva do sono e para pacientes com ronco primário. Em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o dispositivo é confeccionado de forma individualizada após avaliação da mordida, da ATM e das vias aéreas.
Quando o aparelho é indicado?
A indicação depende da polissonografia, exame que confirma o diagnóstico e classifica a gravidade da apneia. Sem esse exame, não é possível saber se o dispositivo intraoral é a melhor escolha.
O aparelho não é recomendado em apneia grave sem avaliação combinada, obesidade extrema, dentição insuficiente ou disfunção de ATM não controlada. Nesses casos, CPAP ou cirurgia podem ser mais adequados.
Como é o acompanhamento após a instalação?
Depois da entrega, o paciente retorna ao consultório para ajustes finos de avanço. Cada milímetro faz diferença no conforto e na eficácia. Após o período de titulação, uma nova polissonografia (com o aparelho em uso) confirma o resultado clínico.
Efeitos colaterais possíveis incluem desconforto temporário na ATM, salivação alterada ou pequenas mudanças na mordida — todos gerenciáveis com ajuste do dispositivo e acompanhamento próximo.
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