Dr. Guilherme Lima · Cirurgião Bucomaxilofacial · CRO-RJ 38327

Cirurgia Oral e Remoção de Sisos

Planejamento individualizado, avaliação por imagem e acompanhamento em todas as etapas do tratamento.

A remoção dos dentes do siso é um dos procedimentos mais realizados em cirurgia oral. Alguns casos são simples, enquanto outros exigem maior planejamento devido à posição do dente e à proximidade com nervos, seio maxilar ou outras estruturas anatômicas.

  • Dr. Guilherme Lima · CRO-RJ 38327
  • Cirurgião Bucomaxilofacial
  • Planejamento virtual 3D
  • Barra da Tijuca · Rio de Janeiro
  • Mais de 800 opiniões no Doctoralia

Atendimento no Rio de Janeiro (Barra da Tijuca) e em Angra dos Reis.

Principais áreas atendidas

Remoção de Sisos

Dentes inclusos, semi-inclusos e casos de maior complexidade.

Cirurgia Oral

Extrações e outros procedimentos cirúrgicos da boca.

Pericoronarite

Avaliação de dor, inflamação e infecção relacionadas aos dentes do siso.

Biópsias e Lesões Bucais

Investigação de alterações da boca e dos maxilares quando indicada.

Quando um siso precisa ser removido?

Nem todo dente do siso precisa obrigatoriamente ser extraído. A indicação depende da posição do dente, sintomas, espaço disponível e possíveis consequências para os tecidos ao redor.

  • Dor recorrente
  • Episódios de inflamação
  • Pericoronarite
  • Dificuldade de higienização
  • Cárie
  • Doença periodontal
  • Comprometimento do dente vizinho
  • Alterações associadas ao dente incluso
  • Indicação ortodôntica ou cirúrgica

Nos casos em que o terceiro molar permanece incluso ou parcialmente incluso sem indicação imediata de remoção, o acompanhamento clínico e radiográfico pode ser recomendado.

O planejamento começa antes da cirurgia

A avaliação não considera apenas se o dente está “deitado” ou “preso”. São analisados:

  • Posição e angulação do siso
  • Profundidade dentro do osso
  • Formato e desenvolvimento das raízes
  • Relação com o segundo molar
  • Proximidade com o canal mandibular
  • Relação com o seio maxilar
  • Espaço disponível
  • Presença de alterações associadas
Radiografia panorâmica comparada a ilustração anatômica dos maxilares, dentes e seios maxilares
A radiografia panorâmica (acima) e a anatomia correspondente (abaixo): o exame mostra a posição dos sisos e sua relação com o canal mandibular e o seio maxilar.

Radiografia panorâmica ou tomografia?

A radiografia panorâmica costuma ser o exame inicial mais utilizado para avaliação dos dentes do siso.

Quando existe proximidade importante com estruturas anatômicas ou necessidade de avaliação tridimensional, pode ser solicitada tomografia computadorizada de feixe cônico (Cone Beam / CBCT).

Nem todo paciente precisa de tomografia. A indicação depende da avaliação clínica e da radiografia inicial.

Nem todo siso está na mesma posição

Os terceiros molares podem estar erupcionados, parcialmente erupcionados ou completamente inclusos dentro do osso. Além disso, podem apresentar diferentes angulações e profundidades.

Por isso, a dificuldade de uma cirurgia não pode ser determinada apenas olhando dentro da boca.

  • Angulação
  • Profundidade
  • Anatomia radicular
  • Espaço disponível
  • Relação com estruturas próximas
Desenhos e radiografias de sisos inferiores em diferentes angulações e relações com o canal mandibular
Exemplos de diferentes posições e angulações de sisos inferiores, com o desenho esquemático acima e a radiografia correspondente abaixo.

Pericoronarite: quando o siso começa a inflamar

A pericoronarite ocorre com frequência quando parte do siso já apareceu na boca, mas outra parte permanece recoberta pela gengiva. Esse espaço pode favorecer o acúmulo de placa bacteriana e resíduos alimentares.

Sintomas mais comuns:

  • Dor
  • Inchaço
  • Mau hálito
  • Dificuldade para abrir a boca
  • Desconforto ao mastigar

O tratamento depende da intensidade e características do quadro. A avaliação profissional é importante para controlar a inflamação e definir o tratamento mais adequado quando necessário.

Como funciona a cirurgia

Animação ilustrativa da remoção cirúrgica de um siso
Animação ilustrativa. A técnica é definida para cada caso, conforme posição e anatomia do dente.
  1. 1
    Avaliação

    Consulta, exame clínico e análise dos exames de imagem.

  2. 2
    Planejamento

    Definição da técnica mais adequada de acordo com a posição e anatomia do dente.

  3. 3
    Anestesia e conforto

    Uso de anestesia local e, quando indicado, estratégias adicionais para controle de ansiedade.

  4. 4
    Remoção do siso

    A técnica varia conforme posição, profundidade e relação do dente com as estruturas ao redor.

  5. 5
    Acompanhamento

    Orientações pós-operatórias e retornos conforme necessidade.

Tem medo da cirurgia?

Ansiedade e medo são comuns antes de procedimentos odontológicos. Em pacientes selecionados, pode ser indicada sedação consciente associada à anestesia local para tornar a experiência mais confortável.

A sedação consciente não é anestesia geral.

O paciente permanece responsivo e respirando espontaneamente durante o procedimento. A indicação depende de avaliação prévia, histórico de saúde, medicamentos em uso e características individuais.

PRF na cirurgia de siso

Um recurso biológico obtido do próprio paciente

Em casos selecionados, após a remoção do dente, pode ser utilizado PRF — Fibrina Rica em Plaquetas. O material é obtido a partir de uma pequena coleta de sangue do próprio paciente, seguida de centrifugação.

Etapa 1
Coleta de sangue
Etapa 2
Centrifugação
Etapa 3
Preparação do PRF
Etapa 4
Aplicação no local da cirurgia
Etapas do PRF: coleta de sangue, centrifugação, preparo da membrana e aplicação no alvéolo do siso
Etapas do PRF: coleta de sangue do próprio paciente, centrifugação, preparo da fibrina e aplicação no local da extração. Imagem com conteúdo cirúrgico.

O PRF pode ser utilizado como recurso complementar ao processo de reparação tecidual.

O uso do PRF é definido individualmente de acordo com as características da cirurgia e do paciente.

Saiba mais no artigo Remoção de sisos e PRF.

E depois da cirurgia?

É esperado que algumas alterações ocorram em diferentes intensidades durante a recuperação.

Edema

O inchaço pode aumentar inicialmente e depois começar a diminuir.

Desconforto

Pode existir dor ou sensibilidade temporária após o procedimento.

Trismo

Pode ocorrer dificuldade temporária para abrir a boca.

Equimose

Alguns pacientes podem apresentar áreas arroxeadas na face.

Cuidados iniciais

  • Alimentação mais branda e fria nos primeiros dias
  • Repouso inicial
  • Dormir com a cabeça mais elevada
  • Compressas frias no período inicial, quando orientado
  • Higiene cuidadosa
  • Evitar manipular o local operado
  • Seguir a medicação prescrita individualmente

Compressas frias podem ser utilizadas no período inicial conforme orientação do cirurgião.

O que acontece no local onde o dente foi removido?

Depois da extração, fica uma cavidade chamada alvéolo. O coágulo sanguíneo que se forma nessa região faz parte do processo normal de cicatrização. Por isso, nos primeiros dias é importante evitar ações que possam deslocar esse coágulo.

  • Não manipular o local
  • Evitar sucção
  • Evitar bochechos vigorosos no início
  • Seguir corretamente as orientações recebidas

Quando a irrigação pode ser necessária?

Durante a cicatrização, restos alimentares podem se acumular na região do alvéolo. Em alguns pacientes, após o período inicial de cicatrização, o cirurgião pode orientar irrigação cuidadosa com seringa apropriada.

Só iniciar quando houver orientação do cirurgião.

Alveolite: quando procurar ajuda

A alveolite é uma inflamação do alvéolo que pode ocorrer após uma extração dentária. Alguns sinais que merecem avaliação incluem:

  • Dor que persiste ou piora
  • Desconforto intenso
  • Mau odor
  • Gosto desagradável
  • Dificuldade de recuperação

O tratamento depende da avaliação clínica.

Relação do siso inferior com o nervo

Nos sisos inferiores, as raízes podem estar próximas ao canal mandibular, por onde passa o nervo alveolar inferior. Essa relação anatômica é uma das razões pelas quais o planejamento por imagem é importante.

Ilustração das possíveis relações entre a raiz do siso inferior e o canal do nervo alveolar inferior
Diferentes relações entre as raízes do siso inferior e o canal mandibular, avaliadas nos exames de imagem.

O que é parestesia?

Parestesia é uma alteração de sensibilidade que pode se manifestar como:

  • Dormência
  • Formigamento
  • Alteração da sensibilidade
  • Fisgadas
  • Sensação de queimação

Quando ocorre, o acompanhamento deve ser individualizado.

Sisos superiores e relação com o seio maxilar

As raízes dos dentes posteriores superiores podem estar próximas ao seio maxilar. Essa relação anatômica é avaliada antes da cirurgia e pode exigir cuidados específicos durante o planejamento e o procedimento.

Em situações específicas, podem ocorrer comunicações entre a boca e o seio maxilar, que necessitam de manejo apropriado pelo cirurgião.

Cistos odontogênicos e lesões dos maxilares

Algumas alterações podem se desenvolver silenciosamente dentro dos ossos da mandíbula ou da maxila e serem descobertas apenas em uma radiografia ou tomografia feita por outro motivo.

Os cistos odontogênicos estão relacionados aos tecidos envolvidos na formação ou desenvolvimento dos dentes e podem apresentar comportamentos diferentes. Exemplos educativos:

  • Cisto dentígero
  • Cisto radicular
  • Cisto residual
  • Cisto de erupção
  • Cisto gengival
  • Cisto periodontal lateral
  • Queratocisto odontogênico
Ilustração de mandíbula com a localização de diferentes tipos de cistos odontogênicos
Ilustração educativa da localização de alguns cistos odontogênicos. O termo “periodonto lateral” na imagem corresponde ao cisto periodontal lateral.
Radiografias e cortes de tomografia de lesão radiolúcida ao redor da coroa de um siso inferior incluso, compatível com cisto dentígero
Exemplo de cisto dentígero associado a siso inferior: a radiografia mostra uma área escura ao redor da coroa do dente, e a tomografia permite medir a lesão e avaliar sua relação com o osso e o canal mandibular antes do tratamento. O diagnóstico é confirmado pelo exame do material removido.

Nem todo cisto apresenta dor

Dependendo do tipo, tamanho e localização, o paciente pode não apresentar sintomas inicialmente. Possíveis sinais:

  • Aumento de volume
  • Dor ou desconforto
  • Alteração na posição dos dentes
  • Infecção
  • Alteração de sensibilidade
  • Achado radiográfico

Biópsias e investigação de lesões da boca

Nem toda alteração encontrada na boca pode ser identificada apenas pela aparência. Feridas persistentes, alterações de cor, nódulos, aumentos de volume ou lesões em gengiva, língua, lábios ou ossos dos maxilares podem precisar de investigação complementar.

Como funciona a investigação?

  1. 1
    Avaliação clínica

    Histórico, sintomas, localização e aspecto da alteração.

  2. 2
    Exames complementares

    Quando necessários, podem ser solicitados exames de imagem ou outros exames.

  3. 3
    Biópsia

    Uma amostra de tecido pode ser removida quando houver indicação.

  4. 4
    Anatomopatológico

    O material é encaminhado para análise microscópica.

  5. 5
    Diagnóstico e tratamento

    O resultado é interpretado em conjunto com o quadro clínico e orienta o planejamento.

Saiba mais na página de Estomatologia.

A segurança começa antes da cirurgia

A avaliação pré-operatória inclui análise do histórico de saúde, medicamentos em uso, alergias e condições clínicas relevantes.

O planejamento individualizado ajuda a definir a melhor forma de realizar o procedimento e quais cuidados são necessários.

Quando devo entrar em contato com a equipe?

Entre em contato se apresentar:

  • Sangramento intenso ou persistente
  • Dor que piora progressivamente
  • Aumento do inchaço após o período inicial
  • Febre persistente
  • Secreção ou odor intenso
  • Dificuldade importante para engolir ou respirar
  • Alteração de sensibilidade que preocupe
  • Qualquer evolução diferente do esperado

Perguntas frequentes

Preciso tirar todos os quatro sisos?
Não necessariamente. Cada dente deve ser avaliado individualmente.
Todo siso incluso precisa ser removido?
Não. A decisão depende da indicação clínica, radiográfica e da análise de riscos e benefícios.
Preciso fazer tomografia?
Não em todos os casos. A tomografia pode ser indicada quando é necessária uma avaliação tridimensional da relação do dente com estruturas próximas.
A cirurgia de siso dói?
A cirurgia é realizada com anestesia. Após o procedimento pode ocorrer algum grau de desconforto, que varia conforme o caso e é manejado com orientações e medicação quando prescrita.
Vou ficar muito inchado?
O edema varia entre os pacientes e faz parte da resposta inflamatória normal após a cirurgia.
Existe sedação para quem tem medo?
Em casos selecionados, podem ser utilizadas estratégias de controle da ansiedade, incluindo sedação consciente quando indicada.
O que é PRF?
É uma matriz de fibrina obtida a partir do próprio sangue do paciente e que pode ser utilizada como recurso complementar em determinados procedimentos.
Antibiótico é sempre necessário?
Não. A necessidade de antibiótico deve ser definida individualmente pelo cirurgião.
Quanto tempo leva para voltar às atividades?
Depende da complexidade da cirurgia e das características individuais. A orientação de repouso deve ser personalizada.
Uma lesão encontrada em radiografia sempre é um cisto?
Não. Diferentes alterações podem ter aparência semelhante nos exames de imagem. O diagnóstico depende da avaliação clínica e, em alguns casos, de exames complementares e biópsia.

Está com dor, inflamação ou precisa avaliar seus dentes do siso?

Se você já possui radiografia panorâmica ou tomografia, envie seus exames para que a equipe possa orientar os próximos passos.

Dr. Guilherme Lima · Cirurgião Bucomaxilofacial · CRO-RJ 38327
Rio de Janeiro · Angra dos Reis

Atendimento com agendamento prévio.

Veja também: Cirurgia Ortognática · ATM e DTM · Contato

Conteúdo escrito e revisado por Dr. Guilherme Lima, cirurgião bucomaxilofacial (CRO-RJ 38327), Barra da Tijuca — Rio de Janeiro.

Este material tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta presencial. Diagnóstico, indicação e conduta dependem de avaliação clínica individualizada; respostas ao tratamento variam de pessoa para pessoa.