Cirurgia Facial

Lipoenxertia facial: reposição de volume com gordura própria

A lipoenxertia transfere gordura do próprio paciente para regiões da face que perderam volume. É usada de forma isolada em casos selecionados e, com frequência, como complemento de cirurgias que reposicionam tecidos, como o lifting facial profundo.

  • Dr. Guilherme Lima · CRO-RJ 38327
  • Cirurgião Bucomaxilofacial
  • Planejamento virtual 3D
  • Barra da Tijuca · Rio de Janeiro
  • Mais de 800 avaliações 5 estrelas no Doctoralia
Ilustração da lipoenxertia facial — enxerto de gordura na face
Ilustração educativa das regiões faciais que podem receber enxerto de gordura.

Por que a face perde volume

Com o tempo, ocorre redistribuição e redução dos compartimentos de gordura da face, além de alterações ósseas e de pele. O resultado é a aparência de olheira mais marcada, sulcos evidentes e perda de projeção nas maçãs do rosto.

Reposicionar tecidos resolve parte do problema; quando falta volume, o reposicionamento isolado tende a não devolver a plenitude do contorno. É nesse ponto que o enxerto de gordura entra na discussão.

Regiões mais tratadas

Terço médio

Região malar e sulco nasojugal, quando há achatamento.

Têmporas

Depressão temporal, comum com a perda de volume global.

Sulcos

Sulco nasogeniano e região perioral, com aplicação conservadora.

Mandíbula e mento

Refinamento de contorno, isolado ou após cirurgia óssea.

Como é feita

  • Coleta de gordura em área doadora, geralmente abdome ou face interna da coxa.
  • Processamento do material para separar a gordura viável.
  • Reinjeção em pequenas alíquotas, em planos e direções variadas.
  • Aplicação conservadora, prevendo a reabsorção parcial do enxerto.
  • Possibilidade de segunda etapa para refinamento, se necessário.

Quer entender se a perda de volume explica o que você percebe no seu rosto?

Solicitar avaliação pelo WhatsApp

Associação com outras cirurgias

A lipoenxertia é frequentemente combinada ao lifting facial profundo, à mentoplastia e à blefaroplastia, porque volume e posição dos tecidos são problemas diferentes que costumam coexistir.

Em pacientes com alteração esquelética, o volume percebido também depende da posição dos maxilares — por isso a avaliação considera o conjunto da face, e não só a camada de gordura.

Recuperação

Nos primeiros dias há edema nas áreas enxertadas, que pode dar a impressão de volume maior do que o final, e equimoses no local de coleta. A melhora é progressiva ao longo de semanas.

Evitar pressão sobre as áreas tratadas, seguir a compressão da área doadora e manter os retornos são cuidados importantes para a integração do enxerto.

Riscos e limites

Os riscos incluem assimetria, nódulos e irregularidades palpáveis, reabsorção irregular, cistos oleosos, infecção e, raramente, complicações vasculares.

A previsibilidade é menor do que a de materiais industrializados, e não existe garantia de permanência do volume. A indicação depende de avaliação presencial.

Perguntas frequentes

O que é a lipoenxertia facial?
É a transferência de gordura do próprio paciente, geralmente do abdome ou da coxa, para regiões da face que perderam volume. A gordura é coletada, processada e reinjetada em pequenas quantidades, em planos distintos.
Qual a diferença em relação ao preenchimento com ácido hialurônico?
O preenchedor é um material industrializado, com efeito temporário e previsível em volume. A lipoenxertia usa tecido do próprio paciente, com potencial de permanência maior, mas com integração parcial e menos previsível.
Quanto da gordura enxertada permanece?
Parte do enxerto é reabsorvida nas primeiras semanas. A proporção que permanece varia conforme a região, a técnica e a resposta biológica individual, o que torna comum a necessidade de retoque em uma segunda etapa.
Pode ser feita junto com outras cirurgias?
Sim, é frequente associá-la ao lifting facial profundo, à mentoplastia ou à cirurgia ortognática, quando o reposicionamento de tecidos precisa ser complementado pela reposição de volume.
Como é a recuperação?
Há edema e equimoses nas áreas enxertadas e no local de coleta, com melhora nas primeiras semanas. Compressão na área doadora e cuidados com pressão sobre a face fazem parte das orientações.
Quais são os riscos?
Incluem assimetria, irregularidades e nódulos palpáveis, reabsorção irregular, cistos oleosos, infecção e, de forma rara, complicações vasculares. Todos são discutidos na consulta antes da decisão.
Em resumo

A lipoenxertia facial repõe volume com gordura do próprio paciente, isolada ou associada a cirurgias que reposicionam tecidos. Parte do enxerto é reabsorvida, o que torna o resultado individual e às vezes dependente de retoque. A indicação é definida em avaliação presencial com o Dr. Guilherme Lima, cirurgião bucomaxilofacial na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Vamos conversar sobre o seu caso?

Atendimento pelo WhatsApp com a nossa equipe.

Falar no WhatsApp

Conteúdo escrito e revisado por Dr. Guilherme Lima, cirurgião bucomaxilofacial (CRO-RJ 38327), Barra da Tijuca — Rio de Janeiro.

Este material tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta presencial. Diagnóstico, indicação e conduta dependem de avaliação clínica individualizada; respostas ao tratamento variam de pessoa para pessoa.