Cirurgia Facial

Mentoplastia: guia completo sobre a cirurgia do queixo

A mentoplastia corrige o volume, a projeção ou a posição do queixo, por prótese de queixo ou por cirurgia óssea (osteotomia), sempre com indicação definida caso a caso.

Publicado em 22/07/2026Revisado em 02/08/2026
Autor e revisor

Dr. Guilherme Lima — Cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 38327. Pós-graduado em Harmonização Orofacial e Cirurgia Cosmética da Face.

O que é a mentoplastia?

A mentoplastia é a cirurgia que corrige a proporção do queixo em relação ao restante do rosto. Pode ser feita com prótese de queixo (silicone ou PEEK), quando o objetivo é aumentar volume sem alterar a estrutura óssea, ou por osteotomia mentual — avanço, recuo ou redução do próprio osso —, indicada quando há desproporção esquelética real.

A escolha da técnica depende de exame clínico e, quando necessário, de planejamento por imagem. Em alguns casos, a causa do queixo desproporcional é esquelética e mais ampla, e se conecta com a avaliação de cirurgia ortognática.

Quando a mentoplastia é indicada?

As indicações mais comuns incluem queixo pequeno ou retraído (retrogenia), queixo muito projetado, assimetria do queixo e busca por harmonização do terço inferior do rosto. A avaliação individual define se o caso pede prótese, cirurgia óssea, ou combinação com outro procedimento facial.

A definição entre prótese e cirurgia óssea acontece nessa mesma consulta, em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, após exame clínico e, quando necessário, telerradiografia.

Ver o guia completo de mentoplastia, com antes e depois

Prótese de queixo ou cirurgia óssea (osteotomia mentual): qual a diferença?

A prótese de queixo aumenta volume por meio de um implante (silicone ou PEEK) posicionado sobre o osso, sem alterá-lo. A osteotomia mentual, por sua vez, corta e reposiciona o próprio osso do queixo — podendo avançar, recuar, elevar ou descer —, fixando-o com miniplacas de titânio. Essa diferença de mecanismo é o que determina as indicações de cada técnica.

Por atuar sobre um bloco fixo, a prótese está limitada, na prática, ao ganho de projeção anterior. A osteotomia permite corrigir também assimetrias, queixo longo (por impacção vertical) ou queixo curto (por descenso vertical) — por isso costuma ser preferida quando há desproporção esquelética real, e não apenas falta de volume.

A pressão crônica da musculatura do queixo sobre um implante fixado no osso é um mecanismo reconhecido de reabsorção óssea. Um estudo com radiografias seriadas identificou erosão em 14 dos 15 pacientes com prótese de silicone acompanhados por ao menos um ano — de magnitude pequena (até 2 mm) e sem sintomas na maioria dos casos (Sciaraffia et al., Plastic and Reconstructive Surgery – Global Open, 2018). Um levantamento cefalométrico anterior encontrou reabsorção em mais da metade de uma amostra semelhante (Friedland et al., citado em American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics).

O osso reposicionado na osteotomia é tecido do próprio paciente e se consolida como parte contínua da mandíbula em cerca de 4 a 6 semanas, sem o risco de deslocamento tardio ou infecção de corpo estranho que acompanha qualquer prótese sintética permanente, ainda que incomum. A osteotomia é realizada em ambiente hospitalar — em hospitais parceiros como Badim, Vitória, Israelita Albert Einstein ou Rios D'Or —, enquanto a prótese costuma ser feita em regime ambulatorial. Nenhuma das duas técnicas é "melhor" de forma absoluta: a escolha considera a anatomia do paciente, o grau de desproporção e o objetivo de cada caso, definida na avaliação em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Recuperação e valor

No pós-operatório — seja após prótese ou osteotomia —, é esperado inchaço nos primeiros dias, com retorno a atividades leves em poucos dias e resultado percebido ao longo de semanas, conforme o edema reduz. O acompanhamento acontece no consultório em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, até a estabilização do resultado.

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Perguntas frequentes

Prótese ou cirurgia óssea: qual a diferença?
A prótese aumenta o volume do queixo sem alterar o osso, mas pode levar à reabsorção óssea ao longo do tempo pela pressão da musculatura. A osteotomia reposiciona o próprio osso do paciente e costuma ser preferida quando há desproporção esquelética real. A indicação depende de avaliação individual.
Dói muito?
O desconforto é controlado com medicação no pós-operatório. É esperado inchaço nos primeiros dias, que reduz progressivamente.
Quanto custa a mentoplastia?
O valor varia conforme a técnica, o tipo de anestesia e se o procedimento é isolado ou combinado com outro. O orçamento é definido após avaliação presencial.
A prótese de queixo pode causar problemas no osso com o tempo?
Pode ocorrer reabsorção óssea sob a prótese pela pressão contínua da musculatura — estudos mostram erosão em boa parte dos pacientes acompanhados a longo prazo, geralmente pequena e sem sintomas. É um dos fatores considerados na escolha entre prótese e osteotomia na avaliação individual.
Em resumo

A mentoplastia corrige o volume, a projeção ou a posição do queixo, por prótese de queixo ou por cirurgia óssea (osteotomia), sempre com indicação definida caso a caso.

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Conteúdo escrito e revisado por Dr. Guilherme Lima, cirurgião bucomaxilofacial (CRO-RJ 38327), Barra da Tijuca — Rio de Janeiro.

Este material tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta presencial. Diagnóstico, indicação e conduta dependem de avaliação clínica individualizada; respostas ao tratamento variam de pessoa para pessoa.