Dr. Guilherme Lima — Cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 38327. Pós-graduado em Harmonização Orofacial e Cirurgia Cosmética da Face.
O que é a mentoplastia?
A mentoplastia é a cirurgia que corrige a proporção do queixo em relação ao restante do rosto. Pode ser feita com prótese de queixo (silicone ou PEEK), quando o objetivo é aumentar volume sem alterar a estrutura óssea, ou por osteotomia mentual — avanço, recuo ou redução do próprio osso —, indicada quando há desproporção esquelética real.
A escolha da técnica depende de exame clínico e, quando necessário, de planejamento por imagem. Em alguns casos, a causa do queixo desproporcional é esquelética e mais ampla, e se conecta com a avaliação de cirurgia ortognática.
Quando a mentoplastia é indicada?
As indicações mais comuns incluem queixo pequeno ou retraído (retrogenia), queixo muito projetado, assimetria do queixo e busca por harmonização do terço inferior do rosto. A avaliação individual define se o caso pede prótese, cirurgia óssea, ou combinação com outro procedimento facial.
A definição entre prótese e cirurgia óssea acontece nessa mesma consulta, em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, após exame clínico e, quando necessário, telerradiografia.
Ver o guia completo de mentoplastia, com antes e depoisPrótese de queixo ou cirurgia óssea (osteotomia mentual): qual a diferença?
A prótese de queixo aumenta volume por meio de um implante (silicone ou PEEK) posicionado sobre o osso, sem alterá-lo. A osteotomia mentual, por sua vez, corta e reposiciona o próprio osso do queixo — podendo avançar, recuar, elevar ou descer —, fixando-o com miniplacas de titânio. Essa diferença de mecanismo é o que determina as indicações de cada técnica.
Por atuar sobre um bloco fixo, a prótese está limitada, na prática, ao ganho de projeção anterior. A osteotomia permite corrigir também assimetrias, queixo longo (por impacção vertical) ou queixo curto (por descenso vertical) — por isso costuma ser preferida quando há desproporção esquelética real, e não apenas falta de volume.
A pressão crônica da musculatura do queixo sobre um implante fixado no osso é um mecanismo reconhecido de reabsorção óssea. Um estudo com radiografias seriadas identificou erosão em 14 dos 15 pacientes com prótese de silicone acompanhados por ao menos um ano — de magnitude pequena (até 2 mm) e sem sintomas na maioria dos casos (Sciaraffia et al., Plastic and Reconstructive Surgery – Global Open, 2018). Um levantamento cefalométrico anterior encontrou reabsorção em mais da metade de uma amostra semelhante (Friedland et al., citado em American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics).
O osso reposicionado na osteotomia é tecido do próprio paciente e se consolida como parte contínua da mandíbula em cerca de 4 a 6 semanas, sem o risco de deslocamento tardio ou infecção de corpo estranho que acompanha qualquer prótese sintética permanente, ainda que incomum. A osteotomia é realizada em ambiente hospitalar — em hospitais parceiros como Badim, Vitória, Israelita Albert Einstein ou Rios D'Or —, enquanto a prótese costuma ser feita em regime ambulatorial. Nenhuma das duas técnicas é "melhor" de forma absoluta: a escolha considera a anatomia do paciente, o grau de desproporção e o objetivo de cada caso, definida na avaliação em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Recuperação e valor
No pós-operatório — seja após prótese ou osteotomia —, é esperado inchaço nos primeiros dias, com retorno a atividades leves em poucos dias e resultado percebido ao longo de semanas, conforme o edema reduz. O acompanhamento acontece no consultório em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, até a estabilização do resultado.
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